Bolo de Bom Gosto do Convento da Esperança de Beja: Tradição Conventual




Bolo de Bom Gosto do Convento da Esperança de Beja: Tradição Conventual



O Bolo de Bom Gosto do Convento da Esperança de Beja é uma sugestão irresistível para descobrir os sabores da doçaria conventual portuguesa. Inspirado na tradição dos doces conventuais alentejanos, este bolo evoca a riqueza da pastelaria tradicional, onde a história, a dedicação e o prazer de saborear receitas antigas se encontram à mesa.


Bolo de Bom Gosto do Convento da Esperança de Beja -  Tradição Conventual - Horadabuxa
Bolo de Bom Gosto do Convento da Esperança de Beja -  Tradição Conventual - Horadabuxa

A doçaria conventual ocupa um lugar especial na cultura gastronómica de Portugal, marcada por receitas criadas e aperfeiçoadas nos conventos e mosteiros. No Alentejo, esta herança mantém-se viva através de especialidades que valorizam os ingredientes simples e os sabores intensos, preservando a memória e a identidade da cozinha tradicional portuguesa.

-pub-

Se procura uma receita de bolo tradicional, com inspiração histórica e sabor autêntico, o Bolo de Bom Gosto é uma excelente escolha para surpreender a família e os amigos. Descubra esta receita de doçaria conventual de Beja e deixe-se conquistar pelos doces tradicionais portugueses, verdadeiros tesouros da gastronomia alentejana.



RECEITA DE BOLO DE BOM GOSTO DO CONVENTO DA ESPERANÇA DE BEJA


INGREDIENTES
  • 500 gr de amêndoas; 
  • 1 kg de açúcar + 300 gr para a cobertura; 
  • 2 Colheres de sopa de manteiga; 
  • 14 Gemas de ovo + 6 Ovos inteiros; 
  • 350 gr de frutas cristalizadas (incluindo chila, cidrão, abóbora e casca de laranja); 
  • 2 Colheres de sopa de farinha de trigo;
  • Farinha de trigo para polvilhar.


PREPARAÇÃO

Passo 1
Comece por pelar a amêndoa e pise-a com a ajuda de um almofariz juntando uns pinguinhos de água para lhe dar mais humidade (atualmente faz-se com a amêndoa ralada mas a receita original era com a amêndoa pisada). Triture as frutas cristalizadas;

Passo 2
Leve o açúcar (o kg deixando os restantes 300 gr) ao lume com cerca de 3 dl de água e deixa-se ferver até fazer ponto de fio que se atinge aos 103°C;

Passo 3
Retira-se a calda do lume e junta-se a amêndoa, a manteiga, os ovos e as frutas;

Passo 4 
Seguidamente leva-se o preparado ao lume brando, mexendo sempre para evitar que se queime. Quando os ovos deixarem de saber a cru, retira-se do calor e junta-se a farinha;

Passo 5
Leve novamente ao lume até espessar (fazer castelinho). Deixa-se arrefecer;

Passo 6
Tem-se uma forma redonda muito bem untada e polvilhada com farinha e, no fundo da qual se deita uma camada de farinha com um dedo de espessura (é importante esta camada de farinha). Deita-se dentro a massa fria, polvilha-se com mais farinha (meio centímetro) e leva-se o bolo a cozer em forno brando;

Passo 7
Estando o bolo cozido retira-se do forno e abafa-se durante cerca de 1 hora;

Passo 8
Desenforma-se, sacode-se toda a farinha e cobre-se o bolo com os 300 gr de açúcar em ponto de voar (110° C) previamente batido para se tornar opaco.

Há quem polvilhe com açúcar pilé e substituição do açúcar em ponto de voar e há também quem enfeite com pérolas prateadas ou frutas cristalizadas (facultativo).


NOTAS: Hoje é mais habitual ralar as amêndoas do que pisá-las no almofariz. São muito importantes as camadas de farinha para proteger o bolo e ajudar na sua cozedura.



A IMPORTÂNCIA DOS CONVENTOS RELIGIOSOS NA DOÇARIA PORTUGUESA


Os conventos religiosos tiveram um papel fundamental na história da doçaria portuguesa, dando origem a algumas das mais apreciadas iguarias da gastronomia nacional. Durante séculos, freiras e monges aperfeiçoaram receitas que combinavam açúcar, ovos, amêndoas e outros ingredientes, criando uma herança de sabores que permanece viva na cultura e na tradição de Portugal.

-pub-

A doçaria conventual portuguesa distingue-se pela riqueza dos ingredientes, pela arte da confeção e pelas histórias ligadas aos antigos conventos e mosteiros. Especialidades como os pastéis de nata, os ovos-moles de Aveiro, o pão-de-ló e os doces de amêndoa refletem a diversidade da pastelaria tradicional portuguesa e a influência da tradição religiosa na gastronomia regional.

Hoje, os doces conventuais tradicionais continuam a conquistar gerações, preservando receitas antigas e valorizando o património gastronómico português. Do Alentejo ao Minho, descubra os sabores autênticos da doçaria regional, conheça a história das receitas conventuais e deixe-se inspirar por estas verdadeiras relíquias da cozinha tradicional portuguesa.



RECEITAS RELACIONADAS

Bolo Cigano de Ponte de Sor - Uma receita tradicional da doçaria alentejana - Horadabuxa
Bolo Mel e Noz - Um tesouro da doçaria conventual de Évora que encanta Portugal - Horadabuxa
Bolo Rançoso de Reguengos de Monsaraz - Receita com história e sabor único - Horadabuxa

Nota Final: Gostou de descobrir o Bolo de Bom Gosto do Convento da Esperança de Beja? Continue a explorar o nosso blog e descubra outras receitas tradicionais portuguesas, doces conventuais e deliciosas sugestões para preparar em casa. Inspire-se nos sabores da nossa gastronomia e encontre a próxima receita para surpreender a família e os amigos.

Sem comentários